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“Não vemos as coisas como são, mas como somos”.

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Essa frase de Anaïs Nin sugere-nos que não existe uma verdade absoluta, no sentido de que “verdades” oriundas da tenra infância começam a cair por terra à medida que o analisante começa a apropriar-se de sua vida e, a partir dessa tomada de consciência, um leque de possibilidades abre-se a sua frente.

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Trata-se, acima de tudo, de liberdade, a liberdade que mostra-se sem limites pré-definidos, na medida em que o processo analítico avança. 

Livro publicado:

ESPASMOS DO ABSOLUTO
A LIBERDADE EM HEGEL E SEUS DESAFIOS

O livro propõe-se a analisar o papel da liberdade na filosofia hegeliana, no intuito de investigar se esta assume uma posição contingencial em seu sistema; ou mesmo, tratando-se ainda de contingência e necessidade, em que medida a primeira se enfraquece em detrimento da segunda.

A dialética, ao ser tomada no âmbito da filosofia política, gera também grandes divergências interpretativas quanto à hipótese de haver ou não liberdade no sistema hegeliano, ou se tratar-se-ia, por outro lado, de um fortalecimento das instituições de tal modo a resultar em um totalitarismo, constituindo-se assim um sistema ortodoxo ou “fechado”.

O Estado e a história universal representam na filosofia de Hegel vertentes aparentemente contraditórias à noção de liberdade, a qual, diante de uma leitura clássica da filosofia hegeliana, assume um papel meramente contingencial, e que, portanto, se enfraqueceria na medida em que o Estado e a história universal se determinassem.

A filosofia hegeliana será estudada em seus termos dialéticos, a fim de tentar-se introduzir, também, a concepção de igualdade. Para tanto, irá-se utilizar da releitura da questão do início da Ciência da Lógica a partir de Schelling, bem como, de uma rápida abordagem da questão da dupla consciência na Fenomenologia do Espírito, especificamente na dialética do senhor e escravo.  

O que a igualdade representa para a liberdade em si? Qual a relação que permeia as noções de liberdade e igualdade?

REFERÊNCIAS DA AUTORA:

Simone de Beauvoir

Sigmund Freud

Hilda Hilst

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Hermann Hesse

E não esqueças jamais teu grande 'apesar disso'.

Franz Kafka

Somente o poeta juntou as ruínas

De um mundo desfeito e de novo e fez uno.

Deu fé da beleza nova, peregrina,

E, embora celebrando a própria má sina,

Purificou, infinitas, as ruínas:

Assim o aniquilador

Tornou-se mundo.

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     R. M. Rilke

 

 

 

 

A vida, apesar de bruta é meio mágica.

Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.

​

Caio Fernando Abreu

 

 

 

 

Quem olha para fora sonha, que olha para dentro desperta.

C. Jung

 

 

 

 

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Eu é um outro.

​

Rimbaud

 

 

 

 

Jean-Paul Sartre

Jacques Derrida

Clarisse Lispector

Amo em ti algo mais que tu.

​

J. Lacan

 

 

 

 

Nunca é alto o preço a se pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo.

F. Nietzsche

 

 

 

 

É com o amor e o cuidado com nossas fases naturais que protegemos nossa vida para que ela não seja arrastada pelo ritmo de outra pessoa, pela dança de outra pessoa, pela fome de outra pessoa.

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Clarissa Pinkola Estés 

 

 

 

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